Analisador de Espectro de Áudio Online Grátis: FFT ao Vivo
Veja o som: o analisador desenha em tempo real quais frequências estão tocando: do sub-grave ao ar dos agudos.
Painel de controle da ferramenta
Proteja sua audição. Comece com o volume baixo. Nunca aumente o volume para tornar um tom audível. Níveis em dBFS, relativos à escala digital — não SPL.
Como funciona
Espectro calculado ao vivo no navegador a partir da saída principal. Nada é enviado; níveis em dBFS.
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Toque qualquer som (voz, música, geradores do site) e observe as barras: picos altos mostram onde está a energia. Voz concentra médios; chimbal e chiado moram nos agudos; bumbo e baixo, no grave.
Use junto com o gerador de tons: varra frequências e veja cada pico passear pela tela, a forma mais intuitiva de aprender o que cada faixa “pesa” no som.
Como interpretar a exibição FFT do analisador
O algoritmo FFT (Transformada Rápida de Fourier) decompõe um sinal sonoro contínuo no domínio do tempo em componentes discretos no domínio da frequência. Ele divide o espectro auditivo em centenas ou milhares de faixas estreitas conhecidas como pontos ou bandejas de análise (bins). Cada bin acumula a energia contida naquele intervalo específico durante uma janela temporal definida (windowing), aplicando funções como Hann ou Blackman para suavizar as bordas do bloco e evitar dispersão espectral na tela.
Ao observar a tela, é fundamental compreender que um único pico vertical em movimento não representa necessariamente uma frequência isolada ou a afinação fundamental de um som complexo. Instrumentos musicais acústicos e vozes geram séries ricas de harmônicos superiores que aparecem como cristas múltiplas espaçadas ao longo do gráfico. Além disso, sinais transitórios, ruídos de fundo e reverberação do ambiente distribuem energia por dezenas de bins vizinhos. A média temporal (averaging) é indispensável para estabilizar a leitura, permitindo distinguir ressonâncias estacionárias reais de picos pontuais causados por estalos ou ataques percussivos.
Na percepção musical humana, a altura das notas dobra a cada oitava (comportamento logarítmico), enquanto a FFT computacional tradicional calcula bins com espaçamento estritamente linear em Hertz. Em uma escala linear, a faixa de 10 kHz a 20 kHz ocupa metade de toda a tela, comprimindo a região crítica entre 20 Hz e 500 Hz em uma fração minúscula no canto esquerdo. A visualização logarítmica ou em frações de oitava (como 1/3 de oitava) redistribui as barras de maneira proporcional à resposta do sistema auditivo humano, facilitando a identificação do equilíbrio tonal entre baixos, médios e agudos em arranjos musicais.
Faixas de frequência no espectro de áudio
Para interpretar qualquer gráfico espectral com precisão técnica e musical, convém dividir o espectro audível de 20 Hz a 20.000 Hz em seis bandas padronizadas. Cada região possui papel acústico definido no arranjo e exige atenção visual distinta no analisador.
| Faixa de frequência | Conteúdo típico | O que ouvir e observar no espectro |
|---|---|---|
| 20 a 60 Hz (Sub-grave) | Bumbo eletrônico, sintetizadores de sub-baixo e notas graves de órgão | Vibração física pesada; sem peso musical definido em caixas acústicas pequenas |
| 60 a 250 Hz (Grave) | Contrabaixo elétrico, corpo do bumbo acústico e bordões do violão | Sensação de peso e solidez rítmica; excesso nessa área torna a reprodução turva |
| 250 a 500 Hz (Médios-graves) | Corpo de instrumentos de corda, calor da voz e fundamentos de caixa | Encorpamento tonal; acúmulo excessivo causa som embolado e falta deixa o áudio fino |
| 500 Hz a 2 kHz (Médios) | Formantes principais da fala humana, sopros, guitarras e corpo do piano | Inteligibilidade vocal e clareza melódica; região de maior sensibilidade do ouvido |
| 2 a 6 kHz (Presença) | Ataque de palheta, consoantes fricativas da fala (s, t) e estalo de caixa | Proximidade e definição; energia em excesso causa aspereza e fadiga auditiva rápida |
| 6 a 20 kHz (Ar) | Brilho de pratos de bateria, respiração da voz e harmônicos superiores | Abertura espacial e sensação de ambiente aberto; ausência deixa o timbre abafado |
Erros comuns na leitura e limitações de hardware
Um erro comum ao utilizar analisadores de espectro no navegador consiste em confundir um pico momentâneo com uma frequência de afinação contínua. Sem ativar uma média de tempo adequada (leitura RMS ou decaimento lento), a agulha visual reage a cada ruído transitório e reflexão da sala, induzindo a julgamentos incorretos de resposta de frequência.
Outro equívoco frequente é confiar cegamente na resposta de microfones embutidos de smartphones ou laptops para avaliar respostas de frequência extremas. Esses pequenos transdutores trazem filtros passa-altas de fábrica para cortar vento e vibrações mecânicas, atenuando fortemente sinais abaixo de 100 Hz, além de apresentarem ressonâncias metálicas acentuadas acima de 8 kHz. Para conferir o sinal que realmente sai dos seus geradores e sintetizadores, combine a análise visual com os geradores e testes auditivos dedicados deste site.
Perguntas frequentes
Para que serve um analisador de espectro?
Para ver a distribuição de energia por frequência: achar ressonâncias, comparar timbres, confirmar se há grave de verdade ou só harmônico, e aprender mixagem vendo o som.
O que significam os picos no gráfico?
Cada pico é uma frequência (ou harmônico) com energia naquele instante. Pico parado = tom sustentado; montanha larga = ruído ou transitório.
Ele “ouve” meu microfone?
Ele analisa a saída principal do navegador nesta configuração. Para analisar voz pelo microfone, use o medidor de decibéis ou o teste de microfone.