Afinador de Banjo 5 Cordas Online Grátis: Sol Aberto
Afine seu banjo 5 cordas pelo microfone em Sol aberto (gDGBD), entendendo a quinta corda curta e aguda, com preset tenor (CGDA) e agulha em cents.
Painel de controle da ferramenta
Como afinar o banjo pelo microfone
Detecção de altura por autocorrelação no domínio do tempo (NSDF) com interpolação parabólica sub-amostral. Todo o processamento acontece no navegador via Web Audio API, sem gravação nem envio.
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O banjo 5 cordas padrão afina em Sol aberto, da 5ª à 1ª corda: 5ª Sol (G4 = 392,00 Hz), 4ª Ré (D3 = 146,83 Hz), 3ª Sol (G3 = 196,00 Hz), 2ª Si (B3 = 246,94 Hz) e 1ª Ré (D4 = 293,66 Hz). Repare que a 5ª corda é a mais aguda de todas — a afinação é reentrante, como a do ukulele.
A 5ª corda é curta (começa na altura da 5ª casa) e funciona como bordão agudo no clawhammer e no bluegrass. Toque uma corda por vez e abafe as vizinhas: como há dois Rés e dois Sóis em oitavas diferentes, corda vizinha soando junto confunde a leitura.
Sol aberto no banjo de 5 cordas
O banjo de cinco cordas utiliza a afinação tradicional em Sol aberto (Open G), indicada habitualmente pela fórmula gDGBD. A principal marca acústica e estrutural dessa afinação está na quinta corda, indicada pelo "g" minúsculo: trata-se de uma corda curta que começa no quinto traste, sem percorrer todo o comprimento do braço. Diferente dos instrumentos de cordas com escala linear contínua do grave ao agudo, o banjo de cinco cordas adota uma afinação reentrante.
Nesse padrão reentrante, a 5ª corda Sol (G4 = 392,00 Hz) soa em registro agudo, na mesma oitava da nota Sol obtida no quinto traste da 1ª corda Ré. As outras quatro cordas formam a base média e grave: a 4ª corda Ré (D3 = 146,83 Hz) é o bordão mais grave, seguida pela 3ª corda Sol (G3 = 196,00 Hz), 2ª corda Si (B3 = 246,94 Hz) e 1ª corda Ré (D4 = 293,66 Hz). As cinco cordas soltas produzem o acorde de Sol maior, base dos rolls rápidos no bluegrass e do ritmo rústico característico do clawhammer.
O banjo tenor de quatro cordas segue outra linhagem histórica, comum no jazz tradicional dos anos 1920, no dixieland e na música instrumental irlandesa. Com braço mais curto e sem a quinta corda, afina em intervalos regulares de quintas justas: 4ª corda Dó (C3 = 130,81 Hz), 3ª corda Sol (G3 = 196,00 Hz), 2ª corda Ré (D4 = 293,66 Hz) e 1ª corda Lá (A4 = 440,00 Hz), como a viola de arco e o bandolim tenor. A tabela abaixo reúne as alturas e frequências do banjo de cinco cordas em Sol aberto com referência em Lá 440 Hz.
| Corda | Nota | Frequência |
|---|---|---|
| 5ª corda (curta) | Sol (G4) | 392.00 Hz |
| 4ª corda (bordão) | Ré (D3) | 146.83 Hz |
| 3ª corda | Sol (G3) | 196.00 Hz |
| 2ª corda | Si (B3) | 246.94 Hz |
| 1ª corda | Ré (D4) | 293.66 Hz |
Cravelhas, ponte e tensão da pele
O conjunto de afinação do banjo de cinco cordas combina duas mecânicas distintas no mesmo braço. As quatro cordas longas usam tarraxas convencionais ou planetárias na cabeça do instrumento. A quinta corda tem cravelha própria instalada na lateral do braço, na altura da quinta casa. Em modelos tradicionais essa cravelha opera por atrito direto, exigindo cuidado no aperto para não soltar. Ao usar capotraste ou pequenos pregos de quinta corda (railroad spikes) para mudar a tonalidade, confira a afinação logo após o travamento mecânico.
Diferente do violão ou da guitarra, o cavalete do banjo é flutuante, apoiado apenas pela pressão das cordas sobre a pele circular tensionada. Como não é colado ao tampo, qualquer desvio milimétrico de posição prejudica a oitavação ao longo do braço. O teste essencial consiste em tocar o harmônico natural na 12ª casa e comparar o som com a nota pressionada no mesmo traste: se a nota pressionada soar alta em relação ao harmônico, recue o cavalete em direção ao estandarte; se soar baixa, avance em direção ao braço.
A tensão da pele sintética afeta a afinação e a resposta tímbrica do banjo. Uma membrana frouxa amortece os harmônicos, diminui o volume geral e faz as notas descerem quando a mão direita apoia sobre o cavalete em toques mais fortes. O ajuste homogêneo dos ganchos ao redor do aro metálico assegura firmeza e elasticidade uniforme, mantendo a resposta tonal límpida e estável nas cinco cordas ao longo de toda a extensão da escala.
- Afinar a 1ª corda Ré (D4 = 293,66 Hz) e as cordas centrais como alicerce tonal primário da afinação aberta.
- Afinar a 5ª corda curta Sol (G4 = 392,00 Hz) na cravelha lateral, abafando as vizinhas para isolar a leitura no microfone.
- Conferir a oitavação na 12ª casa comparando o harmônico com a nota presa para posicionar o cavalete flutuante no ponto correto.
- Reconferir a tensão após alguns minutos de execução com palheta ou dedeiras, compensando a flexão elástica natural da pele.
Erros comuns
O problema mais frequente no banjo de cinco cordas é a quinta corda perder a afinação com facilidade durante a execução. Isso acontece pelo deslizamento da cravelha lateral de atrito ou por atrito excessivo da corda na fenda da guia do quinto traste. Em cravelhas planetárias modernas, aperte suavemente o parafuso central da borboleta para dar resistência mecânica suficiente contra a tração da corda sem travar o ajuste manual.
Outro contratempo comum é o trastejamento metálico ou som apagado após variações climáticas bruscas. Como a pele responde à umidade muito mais depressa do que a madeira, a perda de tensão rebaixa o cavalete flutuante e diminui a distância das cordas aos trastes, causando estalidos e chiados. A tabela abaixo resume os erros mais comuns de afinação no banjo, suas causas prováveis e as correções indicadas para cada caso.
| Sintoma | Causa provável | Correção recomendada |
|---|---|---|
| Quinta corda perde a afinação com facilidade | Cravelha lateral frouxa ou corda travando na guia da 5ª casa | Apertar suavemente o parafuso da cravelha lateral e revisar a passagem da corda |
| Som abafado, sem projeção e com afinação instável | Pele do banjo com tensão frouxa ou distribuição irregular nos ganchos | Ajustar a tensão da pele gradualmente nos parafusos tensores em padrão cruzado |
| Notas digitadas no meio do braço soam fora do tom | Cavalete flutuante fora do ponto correto de compensação acústica | Reposicionar a ponte comparando os harmônicos da 12ª casa com as notas pressionadas |
| Ruído metálico de traste ao tocar cordas soltas | Ação das cordas excessivamente baixa provocada pelo afundamento da pele | Revisar a altura da ponte e a tensão da membrana circular |
Perguntas frequentes
Qual é a afinação padrão do banjo 5 cordas?
Sol aberto (gDGBD): 5ª Sol agudo (G4), 4ª Ré grave (D3), 3ª Sol (G3), 2ª Si (B3) e 1ª Ré (D4). As cordas são numeradas do ponto de vista de quem toca.
Por que a 5ª corda é a mais aguda?
Porque a afinação é reentrante: a 5ª corda curta soa acima de todas. Leia a carta pelo nome da nota em vez de presumir ordem do grave ao agudo.
Como afina o banjo tenor?
Em quintas Dó-Sol-Ré-Lá (C3, G3, D4 e A4), igual à viola de arco. O tenor irlandês usa Sol-Ré-Lá-Mi, uma oitava abaixo do bandolim — escolha o preset do seu instrumento.
A 5ª corda não segura a afinação, e agora?
Confira se a carta certa está acesa (o Sol da 5ª é G4, não G3) e abafe as vizinhas. Se não segurar mesmo isolada, a corda pode estar travando na cravelha ou na pestana: solte de leve em vez de forçar.